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Dicas e Ideias

7.0 - EMOÇÕES EM GOTAS - GUAÇATONGA

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Etimologia

 

O nome genérico Casearia é em homenagem ao missionário holandês Casearius (KLEIN & SLEUMER, 1984); o epíteto específico sylvestris vem do latim sylvestris, da floresta ou silvestre (MARCHIORI, 1995)

 

Descrição:

 

A guaçatonga, nome popular da Casearia sylvestris, está disseminada em várias partes do Brasil, o que justifica ser conhecida por diversos nomes populares: tiuzinho, erva-de-largato, erva-de-bubre, chá-de-bugre, guassutunga, cafeeiro-do-mato e cura-tombo, dentre outros.

Os nomes populares erva-de-lagarto e tiuzinho devem-se ao fato de que os lagartos teiú, quando picados por cobras, procuram esta planta, onde encontram o antídoto do veneno ofídico. 

 

É uma planta que pode se apresentar como uma árvore de pequeno porte, alcançando de 2 a 6 metros, ou como um arbusto, encontrado mais comumente no cerrado.

 

Ela pode passar despercebida por não ser uma planta de grande destaque na natureza: não tem um tronco que impressiona como o angico, nem tem flores atraentes e coloridas como o mulungu ou o ipê.

 

Mas, ao observá-la com mais atenção, verifica-se que suas folhas, apesar de singelas, têm algumas características bem interessantes e que facilitam a sua identificação: são alternadas, com bordas serrilhadas e a sua extremidade tem uma ponta bem fina. 

 

As suas flores são pequenas e brancas ou creme-esverdeadas e têm um aroma semelhante ao mel. Seus frutos são bem pequenos, medindo cerca de meio centímetro, de cor avermelhada, cuja disposição e cor lembram um cafeeiro, explicando o seu nome popular, em algumas regiões, por cafeeiro-do-mato.

 

Indicações físicas e emocionais:

 

As suas propriedades terapêuticas são muitas, mas ela tem uma atuação de destaque no tratamento das desarmonias digestivas e no fortalecimento do sistema imunológico.

 

A Casearia sylvetris é indicada para tratar gastrtite, úlcera, halitose, gengivite e de grande eficiência no combate à H. pylori. Um estudo realizado pela Universidade Federal de Lavras, em 2007, apontou que há evidências de que a guaçatonga é eficaz no combate à bactéria Helicobacter pylori, uma bactéria muito estudada, por estar relacionada à gastrite. 

 

Tem indicação na odontologia como anti-inflamatória no tratamento de aftas e no pós cirúrgico bucal: o chá da guaçatonga pode ser usado como antisséptico e analgésico bucal. 

 

A sua indicação para fortalecer a imunidade está no resultado satisfatório do tratamento da herpes labial recorrente e também da herpes zoster, quer seja por ingestão ou por aplicação em uso externo, na forma de gel.

 

A guaçatonga tem ação anti-inflamatória, atuando na musculatura dorsal para aliviar as dores. É usada muito frequentemente, em localidades rurais, para tratar as contusões causadas por tombos ou "coices". Talvez seja esta a justificativa de ser conhecida popularmente, em algumas regiões, por cura-tombo.

 

Ela é indicada para o tratamento da psoríase, se associada a outras plantas, como a salsa-parrilha e a bardana  e também tem indicação no tratamento do câncer de pele.

 

A guaçatonga trata com eficácia as desarmonias físicas do estômago, como as gastrites e úlceras, que desencadeiam ou são desencadeadas pelos pensamentos ruminantes, ideias fixas e paralisias emocionais, decorrentes na maioria das vezes, da "preocupação" excessiva. 

 

 

A guaçatonga é uma planta já utilizada de forma medicinal há muito tempo, especialmente pelos indígenas, que, com seu uso, muito contribuiram para que o valor terapêutico desta planta fosse estudado.

 

Conheça, use  e beneficie-se da guaçatonga!

 

 

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Beatriz Melo

. Acupuntura e Plantas Medicinais: Pós graduada em Fitoterapia e amante das flores: Terapia Floral

. Elaboradora do material didático Emoções em Gotas - o uso das plantas na saúde física e      emocional

. Ministra cursos sobre plantas medicinais, pela visão sistêmica da Medicina   Tradicional Chinesa

. Sócia-diretora da Interação Sistêmica