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Dicas e Ideias

QUE SENTIDO DOU À MINHA EXISTÊNCIA?

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O Projeto Sentido Gestacional

 

Imagina que és uma centelha de luz que decide encarnar num corpo físico. Por alguma razão divina quântica escolhes um tempo, um corpo, uma identidade e uma família. A tua centelha terá que se adaptar a um lugar inóspito que se chama de Planeta Terra. Durante os teus primeiros 6 anos de vida, estando completamente entregue à tua nova família, procuras respeitar as suas normas, regras, crenças, dogmas e princípios, captando-os neurologicamente através dos teus 5 sentidos. O teu cérebro vai colhendo informação ao nível do teu subconsciente, distinguindo a realidade através de polaridades entre o certo e o errado, o dever e o prazer, o bem e o mal, Eu e o outro.

 

Quando ativas a tua rede de neurónios embrionária, inconscientemente é-te transmitido um *guião dado pelos teus pais. Esse mesmo guião vai-se transformar na tua pele. Imposto pela família, ele irá ditar inconscientemente as tuas escolhas, atrações, aversões, limites, medos e a amplitude em expandires os teus sonhos até ao impossível. O guião dar-te-á os teus limites e virtudes, atendendo às informações prévias do teu clã.

 

O GUIÃO DARÁ SENTIDO À TUA EXISTÊNCIA.

 

Eu vivo para:

 

Nos primeiros anos de vida existe um período fundamental que se chama de PROJETO SENTIDO GESTACIONAL (PSG). Este período da existência humana foi descoberto por um psicólogo clinico e oncólogo francês chamado Marc Fréchet. Através da sua história de vida e da aplicação prática com os seus doentes na área da oncologia, descobriu a existência de um período que se estende dos 9 meses antes da concepção até aos 3 anos de idade. Nesse período, os pais depositam no cérebro do bebê uma INTENÇÃO, isto é, o PARA QUÊ da concepção. A intenção tornar-se-á num guião que irá governar o consciente e o inconsciente ao longo da vida.

 

O conflito existencial surge quando se deseja seguir com um próprio caminho sem trair as expetativas do PSG imposto inconscientemente pelos pais biológicos. O PSG será o barco do destino que te leva em função da sua missão dada pelos teus pais. Caso não conheceres o PSG, serás refém dele sem teres qualquer controlo consciente.

 

Neste sentido, de modo a conhecer o PSG é necessário colocar a seguinte questão:

 

O que havia na cabeça dos meus pais no momento em que me conceberam? ou

 

Qual o motivo consciente e inconsciente dos meus pais para me conceberem?

 

POSSÍVEIS HIPÓTESES

 

  • FILHO DE SUBSTITUIÇÃO

 

O PSG deriva da perda de um filho antes da concepção. Enquanto o cérebro da mãe transportar o luto da/s criança/s perdidas, a criança será encarregue de levar a/s memória/s vivas no seu inconsciente. Ao longo do tempo irá sentir que não vive a sua vida, que sente uma afinidade com a tristeza, pesar ou a morte, sendo uma das principais causas de transtornos depressivos ou síndrome de hiperatividade e défict de atenção.

 

  • FILHO SONHOS FRUSTRADOS

 

Neste caso, o filho torna-se numa meio de transportar os sonhos de frustração e insucesso dos pais ocorridos anteriormente à sua concepção. Por exemplo, uma mãe que foi impedida em seguir com a escola obriga a sua filha a ser uma aluna exemplar, incutindo níveis de exigência excessivos. Um pai que gostaria ter sido mecânico, obriga o filho a estudar tecnologia quando este tem vocação para arte. Com este PSG, os filhos recebem reconhecimento dos pais quando são fiéis ao sucesso. Perante o fracasso rejeitam os seus filhos. Por norma, numa vertente passiva, este PSG obriga os filhos a serem obedientes aos pais incondicionalmente ou, numa vertente ativa, apresentam comportamentos de oposição e rebeldia.

 

 

  • FILHO BENGALA DE VELHICE 

 

Este PSG ocorre quando a mãe engravida em fases tardia do seu ciclo reprodutor, sobretudo a partir dos 40 anos de idade. Neste caso, a biologia da mãe impele a conceber uma criança que a cuide no momento da sua velhice. Por norma é uma criança e um adulto servil à família, abdicando da sua vida em detrimento das necessidades da mãe ou pai.

 

 

  • FILHO MEDICAMENTO 

 

É concebido para salvar a vida de um irmão, como no caso de necessidade de um transplante por exemplo. Seu papel é curar outra pessoa, por isso terá afinidade por profissões como médico, enfermeiro, terapeuta, etc.

 

 

  • FILHO SALVADOR 

 

O filho salvador terá o projeto de salvar a vida da mãe ou pai, sacrificando a sua. Este projeto surge quando o filho é concebido para salvar a mãe e o pai de uma crise emocional ou pessoal que atravessam nesse dado momento da sua vida. Se a mãe está triste, um filho dá-lhe uma oportunidade em salvar a sua infelicidade. Como criança ou adulto, terão dificuldade distinguir entre o prazer e o dever de cuidar do outro. Na sua servidão recebem amor pois é a única forma de receber reconhecimento. Este padrão começa na família e estende-se em todas as áreas da sua vida. A religião reforça indiretamente este padrão pois o filho salvador é visto como um herói ou um santo que merece um altar. Na realidade é um escravo. Este PSG encontra-se frequentemente em pessoas com papel de cuidadores, que abdicam das suas próprias vontades ou desejos e sacrificam a sua vida. São cuidadores dos outros e não de si próprios. Frequente em pessoas com problemas no sistema osteoarticular, muscular e do SNC.

 

 

  • FILHO COLA-CASAL 

 

O motivo de concepção do filho prende-se sobretudo para colar o casal. Normalmente, no período antes da concepção, o casal vive em crises conjugais com dúvidas na separação ou na continuação do relacionamento. O filho serve para não se desgarrarem um do outro, mantendo-os com uma família funcional. A criança que recebe este projeto será o depósito da incapacidade dos pais em superarem a sua crise conjugal, mantendo-os colados mesmo quando a relação está morta por dentro. A criança viverá uma farsa, com um duplo dever de ser o mediador dos pais. Não tolera a possibilidade de separação pois implica morrer e perder o sentido da sua existência. Normalmente percecionam o amor como uma farsa ou uma mentira, evitando compromissos ou a construção de uma família.

 

 

  • FILHO SEGREDO 

 

Este tipo PSG encontra-se bastante presente em pessoas que vivem desordens amorosas crônicas, onde se apaixonam pela pessoas erradas ou comprometem-se com pessoas que não desejam. Durante a concepção, a mãe tem a cabeça outro homem que não é o pai, ou o pai noutra mulher. A mensagem que passa para a criança é: para sobreviveres tens que te unir com alguém que não amas;  Nunca terá o amor que desejas; O amor nunca será para ti, escolhe alguém que te dá segurança; O amor é uma ilusão, etc.

 

 

  • FILHO ESPONJA

 

Por norma são pessoas que choram com bastante facilidade, sendo conotados como mimelos ou piegas. Os filhos que apresentam este PSG encarregam-se de absorver todas as lágrimas do clã. O papel serve para limpar a tristeza e outras emoções tóxicas que a família procura não expressar por medo, vergonha ou segredo. Como sintoma físico tendem a apresentar um IMC mais elevado ou apresentar transtornos hormonais.

 

 

  • FILHO COMPANHEIRO DA MÃE; FILHA COMPANHEIRA DO PAI

 

Neste caso o filho ou filha é concebida com especial desejo de um dos progenitores em ter um macho ou fêmea sempre em casa. Quando uma mãe deseja como companheiro o filho significa que não tem macho em casa. O projeto do rapaz será ser sempre fiel à mãe, causando transtornos ao nível da sua masculinidade com complexos sexuais, desordens amorosas ou dificuldades em ser autónomo. Na terminologia freudiana, este PSG acabará por se transformar no conhecido complexo de édipo. No caso da menina para o pai, significa que não há fêmea em casa. Também no futuro poderá transformar-se no complexo de Eletra. Quando ocorre desta forma, a filha terá dificuldades em criar um laço com a mãe, tendendo sempre a refugiar-se dos braços do pai. Tal como no caso do homem, este aspeto poderá levar a dificuldades com a sua natureza feminina, desordens ou transtornos sexuais e/ou genitais bem como desordens amorosas.

 

 

  • FILHO SINTOMA 

 

Um filho sintoma ocorre quando a criança apresenta um problema de saúde grave ou uma doença genética rara. Através de uma condição genética, a criança expressa através da doença, um conflito emocional gigante da família. Por exemplo no caso da leucemia há fortes indícios de existirem histórias no clã relacionadas com agressões, disputas físicas ou verbais intensas.

 

 

 

CONSEQUÊNCIAS

 

O PSG funcionará como um ditador inconsciente que comanda as escolhas, numa dualidade entre o querer e o dever. A nossa existência fica condicionada por ser fiel ao PSG, não encontrando espaço para a nossa verdadeira missão ou projeto pessoal de vida. Sempre que se procura fugir ou contrariar o PSG, o inconsciente biológico emite sinais de stress que dão a sensação de morte. Para o inconsciente biológico, abandonar o PSG significa possibilidade de morrer. Uma criança que se rebele com os pais contra o seu PSG pode correr o risco de ser abandonado, rejeitado ou humilhado. O amor que recebe dos pais dependerá da fidelidade que terá com o projeto.

 

Os sintomas de conflito relacionados com o PSG poderão dar origem as crises existenciais e emocionais profundas (com vontade de morrer ou de fugir para lado algum), com várias desordens psicossomáticas desde ataques de pânico até uma depressão.

 

 

 

SOLUÇÃO

 

Perante esta realidade psíquica emocional inconsciente, é fundamental dar oportunidade em conhecer o PSG, aprofundando a história de vida dos pais no período entre a concepção e os três primeiros anos de vida. O auxílio psicoterapêutico é essencial para descodificar este período esquecido e levantar o véu dos programas e crenças inconscientes.

 

De seguida, após identificação do PSG é necessário realizar um trabalho de desintoxicação emocional através de atos simbólicos, indução estados alterados de consciência e desprogramação de crenças limitantes inconscientes.

 

Como resultado, ao embarcar no processo de autoconhecimento do PSG, a pessoa adquire uma pele nova, onde pode respirar livremente e viver a sua própria vida de uma forma mais coerente, saudável e prazerosa, perdendo o medo em desagradar o outro ou de ser refém dos julgamentos alheios.

 

Texto - Marco Sousa 

Verdades do Corpo

 

Assista também o vídeo sobre o tema

PROJETO SENTIDO GESTACIONAL E PERTENCIMENTO

 

 

 

* Guião 
(francês  antigo  guion,  o  que  guia,  hoje  guidon)

substantivo  masculino

1. [Antigo]   Pequena  bandeira  de  guerra  levada  à  frente  das  tropas  ou  das  procissões . =  ESTANDARTE,  PENDÃO

2. [Antigo]   Pessoa  que  carrega essa  bandeira.  =  PORTA-GUIÃO

3. [Cinema, Televisão]   Texto  de  uma  obra  cinematográfica,  .radiofônica,  teatral  ou  .televisual,  com  os  pormenores  precisos  para  a  realizar.  =  ARGUMENTO,  ROTEIRO

4. Texto  com  os  tópicos  principais  de  trabalho  ou  discussão . =  ROTEIRO

5. [Religião  católica]  Bandeira  que  nas  procissões  vai  na  frente  do  pendão.

6. [Música]   Sinal  em  forma  de  til  usado  no  cantochão.

7. Barra  com  punhos  que,  por  meio  do  garfo,  imprime  movimentos  laterais  à  roda  de  um  velocípede.  =  GUIADOR,  .GUIDOM

8. [Figurado,  Pouco  usado]   Comando,  .direção.


"guião",  in  Dicionário  Priberam  da  Língua  Portuguesa  [em linha],  2008-2013,  https://www.priberam.pt/dlpo/gui%C3%A3o