Carregando Conteúdo
x
WhatsApp (31) 99941 4532
Belo Horizonte, MG - Brasil

Dicas e Ideias

01. PSICOGENEALOGIA SISTÊMICA® - Jaqueline Cássia de Oliveira

35546609_2016656665319526_88706455197985

 

A Psicogenealogia é uma das abordagens transgeracionais que tenho estudado e praticado nos últimos tempos.

 

Abaixo, uma listagem dos estudos e abordagens integradas a esse meu trabalho: 

 

  • pensamento sistêmico e pensamento complexo (de Bateson a Edgar Morin);
  • abordagem transgeracional da Terapia Familiar Sistêmica, com recursos do genograma, do genograma metafórico, genograma fotográfico, entre outros; 
  • estudos sobre mito familiar e transgeracionalidade,  através da visão da escola italiana de Terapia Sistêmica (Maurizio Andolfi, Silvana Montalgano,  Alessandra Pazzagli, Vitorio Cigolli);
  • estudos em Psicogenealogia (Anne Ancelin Schutzenberger), com o trabalho do genossociograma e átomo social; 
  • Constelações Psicogenealógicas  de Maura Saita Ravizza, que é uma junção das teorias de Carl G. Jung, Anne Ancelin Schutzenberger e Bert Hellinger sobre o inconsciente familiar;
  • estudos em Psicogenealogia no modelo Imaginal  de  Selene Calloni Williams;
  • estudos da Psicologia Arquetípica e Ecopsicologia por James Hillman;
  • estudos da Psicobiogenealogia por Antonio Bertoli;
  • Constelações Familiares por Bert Hellinger;
  • Sistemas Gemelares e Constelações por Graziella Concetta Freni.

 

A somatória da minha formação em Psicologia, especialização em Terapia Familiar Sistêmica (Brasil), formação em Psicogenealogia na Itália e experiência clínica de mais de 30 anos, levou-me a "batizar" a minha prática  como  PSICOGENEALOGIA SISTÊMICA®.

 

O INÍCIO

 

A primeira vez que me deparei com o tema transgeracionalidade, foi em meados de 1989. Ainda uma recém-bacharel em Psicologia, fazendo formação em Psicanálise Freudiana e pós-Freudiana (Melaine Klein), resolvi me aventurar em um curso novo:  curso de Pensamento Sistêmico, com a mestra Zélia Nascimento, em Belo Horizonte.

 

Foi um início difícil, mas, ao mesmo tempo, surpreendente!

 

Para facilitar a mudança de paradigma cartesiano para um pensamento sistêmico, a professora Zélia nos propunha exercícios fabulosos! Desde ter um caleidoscópio sempre em mãos, até andar em cima de pernas de pau.

 

Sair de uma premissa cartesiana de causa e efeito e introduzir temas jamais pensados como hipnose Ericksoniana, Tarô, I Ching, Astrologia Sistêmica, Terapia Floral, foram desafiadores para mim, naquela época.

 

Mas, em determinado momento, a professora Zélia nos apresentou o tema: herança transgeracional. Foi um divisor de águas em minha vida pessoal e profissional.

 

E a partir daí passei a buscar muito sobre o tema. Li obras fantásticas como o best seller dos anos 1980, Cem anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marques.

 

Também me empenhei muito nos estudos do genograma em meu trabalho terapêutico pessoal. Quanta pesquisa! Busquei informações com parentes e tive a sorte de acessar livros e documentos sobre os dois ramos da minha árvore genealógica.

 

Portugal era o lugar de origem de grande parte dos meus antepassados.

 

Então, terra à vista!

 

Ao chegar a Portugal, reconheci de imediato essa minha origem geracional.

Reencontrei a comemoração fervorosa da semana santa, o paladar do bacalhau, o azeite, as azeitonas. Atravessando o atlântico, senti como se estivesse me encontrando com meus antepassados que não via há poucos anos...

 

Mas o encontro mais emocionante nessa primeira passagem em Portugal foi com as oliveiras. Lindas!!! Centenárias!! Quantas histórias elas guardavam em sua memória!

 

Oliveira – o meu sobrenome materno e paterno!

 

brasao-familia-sobrenome-oliveira_arvore

 

Aí tive a ideia turística de levar um ramo para plantar no Brasil. Queria muito ter uma árvore de oliveira portuguesa!

 

Os portugueses me olharam muito desconfiados, mas, eu era turista e podia pensar em pequenas tolices.

 

Infelizmente, nem na primeira, segunda ou terceira vez que estive em Portugal e portei uma muda de oliveira, ao chegar ao Brasil e plantá-la, obtive sucesso...

 

Até que, uma vez, estando na Itália, me encantei por um lindo jardim de oliveiras, em um lugar especial. Então portei uma muda de "ulivo" italiana para o Brasil. Ela pegou...prosperou!

 

E eu pensava que minhas raízes eram só africanas e portuguesas. Eu não sabia que na minha árvore genealógica havia também um ramo italiano. Talvez era essa a homenagem que faltava!

 

O simbolismo desse plantio de ramos de oliveiras, me fazia estar conectada na busca de estudos e conhecimentos sobre o tema transgeracionalidade.

 

As Constelações Sistêmicas de Bert Hellinger chegavam ao Brasil, livros, cursos, porém, eu tinha um interesse específico pelo estudo do genograma...

 

Certa vez, estando em um curso de Terapia Familiar Sistêmica, em uma escola romana, pedi aos colegas indicações de fontes bibliográficas sobre o tema  genograma.

 

Os livros e estudos aos quais eu tinha acesso eram de autores americanos e talvez um olhar das escolas italianas sobre o tema pudesse trazer algo novo...

 

Eu já usava, em minha prática clínica, o recurso do genograma, porém, eu sentia que faltava algo.

 

Claro que, os estudos do genograma, tanto com os clientes em processo terapêutico, quanto com os alunos e supervisionados em formação sistêmica, traziam muitas informações, ajudavam muito no levantamento de hipóteses e ampliação de entendimento do caso.

 

Porém, eu tinha a sensação de que o que fazíamos era uma visitação ao museu familiar daquela pessoa, que se submetia a esse trabalho. Faltava algo...mas o quê?

 

Faltava uma presença, um olhar para o imaginário familiar daquela pessoa, para as suas associações de ideias e para a emoção liberada naquele trabalho.

 

E foi então que, na busca de outros estudos, encontrei o livro Meus Antepassados de Anne Ancelin Schutzenberger.

 

Alguns anos antes dessa descoberta, eu caminhava pelos estudos sobre mitos familiares e mitos universais. E Joseph Campbell, Carl Gustav Jung, Marie-Louise Von Franz, James Hillman, Vittorio Cigoli, passaram a ser meus guias nessa caminhada.

 

Então surge o nome Psicogenealogia!

 

No Brasil, eu não conhecia ninguém que falasse sobre o tema.

 

Encontrei na Itália, Maura Saita Ravizza. Um encontro surpreendente!

 

Indo para a Itália, para um seminário sobre Terapia Sistêmica em Milão, promovido pelo Centro Milanese di Terapia Della Famiglia, incluí em minha estadia um curso sobre Jung, Psicogenealogia e Constelações Familiares, que aconteceria nos arredores de Bolonha, com Dra. Maura.

 

Ao chegar à Itália, ainda em Roma, recebi uma mensagem que anunciava o cancelamento do curso de Bolonha. O curso, que aconteceria junto ao feriado nacional do dia 25 de abril, teve sua data alterada.

 

Porém, tinha ainda uma luz no fim do túnel. A pedido da organização do evento, a professora Maura se dispôs a coordenar, em seu consultório, o seminário somente para mim.

 

E para minha maior surpresa, seu consultório era em Turim, a 20 km do hotel que eu já havia reservado para passar alguns dias, nos pés dos alpes piemonteses.

 

Sincronicidade!

 

Então, quando nos encontramos e começamos o trabalho, ela quis saber porque fazer o estudo do genossociograma na Itália e não no Brasil. Resposta óbvia: no Brasil eu não conhecia profissionais que trabalhavam dentro dessa abordagem.

 

Mas essa resposta não a convenceu.

 

Sim. Haviam outras sincronicidades...

 

Eu comecei a minha formação em Terapia Familiar Sistêmica no Brasil, com um olhar sempre voltado para os estudos dos italianos do famoso Grupo de Milão (Mara Selvini Palazzoli, Giuliana Prata, Gianfranco Cecchin e Luigi Boscolo).

 

E Turim foi minha porta de entrada na Itália, antes de chegar a Milão.

 

Milão, cidade de grandes mestres e Turim, de grandes amigos! Algumas décadas depois, fiz o caminho inverso ao primeiro. De Milão, fui para Turim, buscando novos estudos, novos olhares...

 

Encantei-me pela abordagem Junguiana proposta por Dra. Maura!

 

Durante aqueles dias de curso, tive sonhos reveladores.

 

E o mais surpreendente: descobri então um ramo meu de família italiana. Uma antepassada que, ao se casar, havia perdido o nome italiano – Severino.

 

E como ato simbólico, Dra. Maura sugeriu-me um passeio a San Severino Marche, como forma de integrar esse ramo familiar.

 

Novos estudos vieram e, com eles, novos trabalhos com meu genossociograma pessoal.

 

Conheci Evelyne Bissone Jeufrey, uma argentina naturalizada francesa, amiga e sucessora de Anne Ancelin Schutzenberger. Com ela, ampliei meus conhecimentos e a minha consciência.

 

E no Brasil, encontrei-me com a psicóloga Monica S. Justino, a verdadeira pioneira nesses estudos no Brasil, porém, ainda desconhecida pelo público profissional. Então, nos juntamos e lançamos em maio de 2014, pela Interação Sistêmica® , um Workshop intitulado – Psicogenealogia – memória familiar, que considero ter sido o marco do início da Psicogenealogia em terras brasileiras.

 

O terreno estava fértil e as sementes prosperaram e hoje no Brasil já encontramos mais formações e informações dentro desta abordagem. 

 

Atualmente, desacelerei o passo e entrei no compasso da *"slow life", vivendo entre os meus dois países de coração e cidadania: Brasil & Itália. Mas, torcendo que outros profissionais se dediquem aos estudos dessa fantástica abordagem terapêutica!

 

PSICOGENEALOGIA SISTÊMICA® 
Prática transgeracional por Jaqueline Cássia de Oliveira

 

* A  slow life, que em português  significa,  literalmente,  vida lenta.

É  um  movimento  que  defende  a  vida  sem  atropelos,  trazendo  propostas  para  uso  mais  prazeroso  e  equilibrado  do  tempo. 

 

 

26167440_1925268607791666_21344052971831

Fonte da foto: http://www.interacaosistemica.com.br/galeria-de-fotos

 

A  PSICOGENEALOGIA SISTÊMICA®

 

  • A Psicogenealogia é um tema relativamente novo e a psicóloga e psicoterapeuta Jaqueline Cássia de Oliveira é uma das pioneiras desses estudos e trabalhos no Brasil.
  • Sobre o tema, elaborou os materiais didáticos: Psicogenealogia Sistêmica® - O romance familiar contado pelo genograma  (com mais de 1.000 leitores) e Quem são os antepassados? (2018), pela Interação Sistêmica Edições. 
  • Traduziu e apresentou o livro: Jung, Psicogenealogia e Constelações Familiares© de Maura Saita Ravizza, pela Interação Sistêmica Edições.
  • Apresentou o livro  Psicogenealogia: Um Novo Olhar na Transmissão da Memória Familiar, de sua colega e pioneira, Monica da Silva Justino. 
  • De 2011 a 2016, junto à Interação Sistêmica®, organizou e ministrou cursos e workshops sobre o tema transgeracionalidade e  Psicogenealogia Sistêmica®, reunindo mais de 700 profissionais, entre psicólogos, psicoterapeuta sistêmicos e consteladores familiares de diversas regiões do Brasil.
  • Nomeou seus estudos e trabalhos sobre transgeracionalidade (dentro da visão da Psicogenealogia, da Terapia Familiar Sistêmica e da Psicologia Arquetípica e Imaginal) como Psicogenealogia Sistêmica®
  • Fez sua formação em Psicogenealogia através de cursos e estudos do seu genossociograma na Itália e  Argentina  com  importantes professores e teóricos. 

  • Conheça seu currículo clicando no link: http://www.interacaosistemica.com.br/quem-somos

 

Assine  nosso canal do YouTube! 

https://www.youtube.com/user/Interacaosistemica

 

                    

 

 

 À venda livros e materiais didáticos em nossa loja virtual.

12745957_982592095144673_881944439936189